segunda-feira, 10 de outubro de 2016

O corpo também é um meio de comunicação. Na sociedade de hoje o que se lê ao vermos os corpos muda nossa entender sobre as pessoas. utilizando esta imagem podemos notar como a luta de significados do que se lê nos nossos corpos mudou. Antigamente as mulheres não tinham espaço em determinados espaços, ou seja, seus corpos não participavam naquele espaço. As mulheres que entravam nesse espaço( neste caso trabalhando como pedreiras) eram vistas como fora do padrão e como inaceitáveis, verdadeiras "aberrações sociais". Hoje em dia esses mesmos corpos, mulheres, são vistas nestes ambientes como vitoriosas, aquelas que "estão livres" da escravidão do trabalho de casa. Isso molda seus corpos, molda a imagem corporal que lhe é transmitido, tendo em vista que este é um corpo que produz.

5 comentários:

  1. É verdade, as mulheres realmente conquistaram muitas coisas, mas devemos ainda ter um pé atrás. Embora se celebre essas vitórias, as mulheres ganham em média menos que os homens num mesmo cargo e muitos estudos feministas ainda levantam outros empecilhos, como a questão do imperativo da beleza ser determinante no trabalho da mulher mais que no do homem. O corpo da mulher realmente não é mais compatível como o corpo doméstico na sociedade contemporânea. Mas como diz a Naomi Wolf, no livro Mito da Beleza, nunca o corpo da mulher precisou ser tão belo como nos dias de hoje.

    Nara Romero (147481)

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  2. o objetivo é que cada vez mais o mundo caminhe para esse lado, que nao diferencia as pessoas, o que é muito dificil, uma vez que reconhecemos as coisas pelo o que elas não são. ou seja, sempre o foco sera no que existe a diferença e para se firmar um grupo segrega o outro para pode mostrar o que são, a partir do que não são.

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  3. Concordo com os dois, é bom ver as diferenças diminuindo mas ainda existem e creio que sempre vão existir. é extremamente dificil mudar uma sociedade inteira, um pensamento que foi construido desde o começo dos tempos. Mas devemos continuar tentando e lutando pelo reconhecimento de cada classe diferente.

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  4. 136506-
    Realmente foi perceptível as conquistas das mulheres em diversas questões da sociedade ao longo dos anos, de forma a tentar amenizar as gigantescas diferenças de gênero que existiam. Porém, como salientou a Nara em seu comentário, mesmo dentro destas conquistas ainda existem diferenças, como no caso do salário para um mesmo cargo, o que nos releva o longo caminho a se percorrer ainda neste tema.

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  5. 135026-
    Realmente mudanças foram ocorrendo ao longo dos anos, pessoas conquistando novos espaços, tendo mais oportunidades para demonstrarem suas diversas capacidades, mulheres em áreas profissionais que até pouco tempo atrás eram consideradas como exclusivas do público masculino e com as condições inclusive histórico-políticas foram sendo descaracterizadas e com o tempo passou-se a reduzir essa resistência no que diz respeito a determinadas ações serem exclusivas para um perfil estabelecido de maneira preconceituosa impedindo a outras pessoas exercerem o mesmo trabalho profissional sem exclusão de capacidades e valorizar as qualidades de cada um, sem desprezar outras profissões que ainda sofrem essa resistência talvez por serem consideradas "do passado", como por exemplo, o serviço doméstico que muitas pessoas hoje em dia ainda exercem com prazer e altíssima qualidade, talvez muito mais felizes que muitas outras que estão em grandes companhais comerciais, empresariais, com altíssimos cargos e salários. Mas, essa discussão vai além do aspecto "mulheres conquistando novas oportunidades de trabalho em espaços que anteriormente eram na grande maioria ocupados por homens". Me refiro aqui à resistência que muitas empresas têm e provavelmente e infelizmente vai durar por muito tempo, em relação às pessoas com deficiências, as quais têm capacidades de exercerem funções profissionais tão bem qualificadas como qualquer outra pessoa e isso se justifica pelo fato de muitos empregadores muitas vezes resistirem em conhecer de fato as qualidades de cada indivíduo e focarem principalmente nas deficiências e limitações que eles próprios impõem às pessoas sem conhecê-las adequadamente. O mesmo acontece, hoje menos que no passado, porém, ainda presente na sociedade de diferentes culturas, uma determinada resistência em contratar mulheres em cargos tradicionalmente e culturalmente conhecidos como sendo exclusivos do gênero masculino.

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